O que é, por que fazer e como as empresas podem gerar valor com o GHG Protocol
Introdução
A agenda climática deixou de ser uma pauta restrita a governos e ambientalistas para se tornar um tema central na estratégia de negócios das empresas. Investidores, clientes, cadeias de suprimentos, órgãos reguladores e a própria sociedade passaram a exigir transparência, responsabilidade e ações concretas frente às mudanças climáticas.
Nesse contexto, o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), elaborado a partir da metodologia do GHG Protocol, surge como o principal instrumento para que as organizações compreendam, gerenciem e reduzam seus impactos climáticos.
Mais do que uma obrigação ambiental, o inventário é hoje uma ferramenta estratégica de gestão, capaz de apoiar decisões, orientar investimentos, fortalecer a governança corporativa e gerar vantagens competitivas.
O que é o Inventário de Emissões de GEE?
O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa é um levantamento técnico e estruturado de todas as fontes de emissão de carbono e outros gases de efeito estufa associadas às atividades de uma organização ao longo de um determinado período.
Seu principal objetivo é quantificar, monitorar e analisar as emissões, permitindo que a empresa compreenda onde estão seus maiores impactos e quais ações são mais eficazes para reduzi-los.
No Brasil, o inventário é realizado majoritariamente com base na metodologia do GHG Protocol, padrão internacional desenvolvido pelo World Resources Institute (WRI) e pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), adaptado à realidade brasileira por meio do Programa Brasileiro GHG Protocol, coordenado pela FGV e pelo WRI Brasil.
Entendendo os Escopos de Emissão
A metodologia do GHG Protocol organiza as emissões em três grandes categorias, chamadas de escopos:
Escopo 1 – Emissões diretas
São as emissões provenientes de fontes que pertencem ou são controladas pela própria empresa, como:
- Combustão em caldeiras, geradores e fornos;
- Uso de combustíveis em frotas próprias;
- Vazamentos de gases refrigerantes em sistemas de ar-condicionado.
Escopo 2 – Emissões indiretas de energia
Referem-se às emissões associadas à geração da energia elétrica, térmica ou de vapor adquirida pela empresa, mesmo que ocorram fora de seus limites físicos.
Escopo 3 – Outras emissões indiretas
Englobam todas as demais emissões da cadeia de valor, como:
- Transporte de colaboradores;
- Logística e transporte de insumos;
- Viagens corporativas;
- Resíduos gerados;
- Cadeia de fornecedores;
- Uso e descarte de produtos.
Embora mais complexo, o Escopo 3 é frequentemente o mais relevante, pois concentra grande parte das emissões totais das empresas.
Por que as empresas devem fazer o Inventário de GEE?
- Gestão estratégica e tomada de decisão
O inventário transforma dados dispersos em informações estratégicas, permitindo que a empresa:
- Identifique seus principais focos de emissão;
- Priorize investimentos em eficiência energética;
- Avalie projetos de descarbonização;
- Otimize processos operacionais;
- Reduza custos operacionais associados ao consumo de energia, combustíveis e insumos.
- Atendimento a requisitos legais, normativos e de mercado
Cada vez mais, órgãos reguladores, instituições financeiras, investidores e grandes contratantes exigem inventários de emissões como pré-requisito para contratos, financiamentos e certificações.
Além disso, frameworks como:
- ESG
- GRI
- SASB
- IFRS
- CDP
passaram a demandar informações consistentes sobre emissões, tornando o inventário um pilar da governança corporativa moderna.
- Fortalecimento da estratégia ESG
O pilar ambiental do ESG é diretamente impactado pela gestão das emissões. Um inventário bem estruturado permite:
- Estabelecer metas claras de redução;
- Monitorar indicadores de desempenho climático;
- Demonstrar comprometimento com a agenda climática;
- Fortalecer a reputação da marca junto ao mercado.
- Competitividade e posicionamento de marca
Empresas que medem, reduzem e comunicam suas emissões de forma transparente:
- Ganham vantagem competitiva;
- Fortalecem sua imagem institucional;
- Aumentam sua atratividade para investidores;
- Ampliam seu acesso a mercados mais exigentes.
- Base para estratégias de neutralização e carbono zero
O inventário é o primeiro passo para qualquer estratégia de neutralização de carbono. Sem conhecer suas emissões, não é possível:
- Estruturar planos de redução;
- Avaliar projetos de compensação;
- Alcançar metas de carbono neutro ou net zero com credibilidade.
O que é o GHG Protocol?
O GHG Protocol é o padrão mais utilizado no mundo para contabilização e relato de emissões corporativas de gases de efeito estufa.
No Brasil, o Programa Brasileiro GHG Protocol, coordenado pela FGV e WRI Brasil, adaptou a metodologia internacional à realidade nacional, oferecendo:
- Ferramentas de cálculo;
- Fatores de emissão específicos;
- Guias técnicos;
- Programas de capacitação.
Essa padronização garante credibilidade, comparabilidade e robustez técnica aos inventários, permitindo que empresas brasileiras se alinhem às melhores práticas globais.
Como funciona a elaboração de um Inventário de Emissões?
De forma simplificada, o processo envolve quatro grandes etapas:
- Definição de limites organizacionais e operacionais
Identificação das unidades, operações, processos e atividades que farão parte do inventário.
- Coleta estruturada de dados
Levantamento de informações relacionadas a:
- Consumo de energia elétrica;
- Combustíveis;
- Transporte;
- Sistemas de climatização;
- Resíduos;
- Processos operacionais;
- Cadeia logística.
- Tratamento e cálculo das emissões
Aplicação dos fatores de emissão e metodologias reconhecidas, gerando dados confiáveis e auditáveis.
- Consolidação e análise dos resultados
Elaboração do relatório técnico com:
- Inventário completo por escopo;
- Identificação de hotspots;
- Recomendações estratégicas;
- Base para planos de redução.
Como a Sustentech apoia empresas na elaboração do Inventário GHG Protocol
Com mais de 18 anos de atuação em sustentabilidade corporativa e mais de 1.000 projetos realizados, a Sustentech oferece uma abordagem consultiva, estratégica e altamente personalizada na elaboração de Inventários de Emissões de GEE.
Nossa metodologia combina:
- Rigor técnico, seguindo integralmente os padrões do Programa Brasileiro GHG Protocol;
- Abordagem educativa, fortalecendo a governança interna do cliente;
- Visão estratégica, conectando o inventário às agendas ESG, eficiência operacional e descarbonização;
- Entregáveis customizados, adaptados à maturidade e realidade operacional de cada empresa.
Etapas da nossa metodologia
- Anamnese inicial para definição dos limites organizacionais e operacionais;
- Estruturação do plano de coleta de dados;
- Tratamento e consolidação das informações;
- Cálculo das emissões nos escopos 1, 2 e 3;
- Elaboração do relatório técnico e executivo, com possível análise estratégica dos resultados;
- Suporte consultivo na definição de estratégias de redução e neutralização.
Mais do que entregar um relatório, nosso objetivo é transformar dados em inteligência estratégica para o negócio.
Inventário como base para a descarbonização
Empresas que utilizam o inventário apenas como um relatório perdem grande parte de seu potencial.
Quando bem aplicado, ele se torna a base para uma jornada estruturada de descarbonização, permitindo:
- Definição de metas claras e factíveis;
- Construção de planos de eficiência energética;
- Substituição estratégica de combustíveis;
- Otimização logística;
- Avaliação de projetos de compensação;
- Comunicação transparente com stakeholders.
Conclusão
O Inventário de Emissões de GEE deixou de ser um diferencial e passou a ser um elemento central da estratégia corporativa moderna.
Mais do que atender exigências externas, ele permite que as empresas compreendam seus impactos, reduzam custos, fortaleçam sua governança e se posicionem de forma competitiva na nova economia de baixo carbono.
Se sua empresa busca estruturar uma estratégia sólida de sustentabilidade, ESG e descarbonização, o inventário GHG Protocol é o ponto de partida essencial.
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