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Recomendações sobre Mudanças Climáticas para o Setor Imobiliário

08 de January

2 min. de leitura

Recomendações sobre Mudanças Climáticas para o Setor Imobiliário

Segundo definição da ONU, mudança climática refere-se a transformações de longo prazo nos padrões de temperatura e clima. Embora possam ocorrer naturalmente, desde o século XVIII as atividades humanas — principalmente a queima de combustíveis fósseis — têm sido a principal causa, liberando gases que retêm calor na atmosfera.

No setor imobiliário, esse entendimento é ainda mais relevante: construímos ativos para durar 50 a 60 anos, com localização fixa e alta sensibilidade a eventos climáticos. Por isso, é essencial que empresas gestoras e proprietárias de ativos incorporem os riscos e oportunidades climáticas em seus planos de negócios e estratégias de investimento.

O papel do TCFD

O Task Force on Climate-Related Financial Disclosures (TCFD), criado em 2015 pelo Financial Stability Board (G20), é hoje a principal referência para empresas que desejam avaliar e divulgar riscos financeiros relacionados ao clima.

O TCFD organiza suas recomendações em 4 pilares fundamentais:

  1. Governança: supervisão da organização sobre riscos e oportunidades climáticas.
  2. Estratégia: impactos reais e potenciais nos negócios e planejamento financeiro.
  3. Gerenciamento de riscos: processos para identificar, avaliar e gerenciar riscos climáticos.
  4. Métricas e metas: indicadores usados para monitorar riscos e oportunidades.

Principais riscos climáticos para o setor imobiliário

Riscos físicos

  • Agudos: eventos extremos como ciclones, furacões e inundações.
  • Crônicos: mudanças de longo prazo, como aumento do nível do mar e ondas de calor persistentes.

Riscos de transição

  • Políticos e legais: evolução regulatória e riscos de litígios.
  • Tecnológicos: inovações que aceleram a transição para baixo carbono.
  • De mercado: impactos na oferta e demanda de ativos.
  • Reputacionais: mudanças na percepção de clientes e comunidades.

Recomendações práticas para o setor imobiliário

Alinhadas ao PRI (Principles of Responsible Investment), seguem recomendações objetivas para empresas gestoras e proprietárias de ativos:

  • Conduzir treinamentos e sensibilização sobre fatores climáticos.
  • Participar de workshops intersetoriais de incorporação climática.
  • Definir responsabilidades de supervisão climática no nível executivo e board.
  • Integrar fatores climáticos na estratégia e processo de investimento.
  • Desenvolver e selecionar cenários climáticos qualitativos e quantitativos.
  • Testar a resiliência dos investimentos e portfólios frente aos cenários.
  • Avaliar a materialidade dos impactos e oportunidades climáticas.
  • Introduzir componente climático no due diligence de pré-aquisição e nos relatórios de venda.
  • Identificar ativos mais expostos e conduzir análises aprofundadas.
  • Definir e apoiar a implantação de planos climáticos no nível do ativo.
  • Estabelecer metas claras para riscos e oportunidades climáticas.
  • Monitorar métricas centrais para avaliar progresso e sucesso da estratégia.

Conclusão

O setor imobiliário, pela sua natureza de longo prazo, precisa estar na vanguarda da adaptação às mudanças climáticas. Incorporar as recomendações do TCFD e alinhar-se às práticas do PRI não é apenas uma questão de responsabilidade socioambiental, mas também de resiliência financeira e competitividade.

Empresas que integram riscos e oportunidades climáticas em sua governança e estratégia estarão mais preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades de uma economia de baixo carbono.

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