O setor de galpões logísticos e centros de distribuição vive um dos momentos mais relevantes da sua história. A expansão do e-commerce, a sofisticação das cadeias de suprimentos e a pressão crescente por eficiência operacional colocaram esse tipo de ativo no centro das decisões estratégicas de investidores, operadores e ocupantes.
Nesse novo cenário, a sustentabilidade deixou de ser narrativa e passou a ser critério técnico e financeiro. E é exatamente aqui que a certificação LEED se consolida como uma ferramenta estratégica — não apenas ambiental, mas de performance, valor imobiliário e competitividade.
O novo papel dos galpões logísticos
Historicamente vistos como estruturas essencialmente funcionais, os galpões evoluíram. Hoje, eles precisam entregar:
- Alta eficiência energética e operacional
- Custos operacionais reduzidos ao longo do ciclo de vida
- Conforto térmico e qualidade ambiental para grandes contingentes de colaboradores
- Flexibilidade para diferentes perfis de operação
- Conformidade com critérios ESG exigidos por investidores, fundos e grandes ocupantes
É nesse contexto que o LEED deixa de ser “selo” e passa a ser instrumento de gestão de risco e valorização do ativo.
LEED em galpões: muito além da eficiência energética
Ainda existe a percepção equivocada de que o LEED se resume à redução de consumo de energia. Na prática, em galpões logísticos e centros de distribuição, a certificação atua em frentes críticas como:
- Projeto integrado desde a concepção, evitando retrabalhos e decisões fragmentadas
- Otimização de sistemas de iluminação e ventilação, fundamentais em áreas extensas
- Gestão inteligente de água, especialmente em empreendimentos com grande área impermeável
- Seleção criteriosa de materiais, com impacto direto em manutenção, durabilidade e saúde ocupacional
- Implantação e operação, garantindo que o desempenho projetado seja efetivamente entregue
Para ativos logísticos, isso se traduz em menor custo operacional, maior atratividade para ocupantes AAA e melhor liquidez do empreendimento.
A experiência prática da Sustentech em ativos logísticos
Na Sustentech, a certificação LEED de galpões não é teoria — é prática consolidada em projetos de diferentes escalas, perfis e regiões do país.
Entre os empreendimentos certificados ou assessorados estão:
- LOG Vianna II
- LOG Itapeva
- Multimodal Campinas
- Condomínio Logístico FW5 – Extrema Business Park
- Centro Logístico Gaiolli
- Yvy Reciclagem
- Reicon
- Givaudan
- Chiesi
- Mitsubishi Chemical
Cada um desses projetos trouxe desafios específicos: terrenos complexos, demandas operacionais intensas, prazos agressivos ou exigências rigorosas de ocupantes globais. Em todos eles, o papel da Sustentech foi o mesmo: traduzir o LEED para a realidade do galpão, sem burocracia desnecessária e com foco absoluto em resultado.
LEED como ferramenta de decisão para investidores e operadores
Para investidores e advisors especializados em ativos logísticos, o LEED oferece algo cada vez mais valioso: previsibilidade.
Previsibilidade de custos, de desempenho, de aceitação de mercado e de aderência a políticas ESG — hoje exigidas por fundos, ocupantes multinacionais e financiadores.
Em um mercado cada vez mais profissionalizado, ativos certificados tendem a apresentar melhor taxa de ocupação, maior retenção de inquilinos e valuation mais consistente.
Conclusão: sustentabilidade como inteligência imobiliária
O debate sobre galpões logísticos não é mais sobre “se” a sustentabilidade importa, mas como implementá-la de forma inteligente, técnica e economicamente eficiente.
A certificação LEED, quando bem aplicada, deixa de ser custo e passa a ser estratégia de negócio. E é exatamente nesse ponto que a experiência prática faz toda a diferença.
Na Sustentech, seguimos atuando para que galpões logísticos e centros de distribuição no Brasil estejam alinhados às melhores práticas globais — entregando desempenho, valor e sustentabilidade real.