Green building

LEED v4 vs LEED v5: diferenças, impactos e o que muda na prática para projetos imobiliários

13 de enero

3 min. de leitura

LEED v4 vs LEED v5: diferenças, impactos e o que muda na prática para projetos imobiliários

O LEED v5 não é apenas uma atualização incremental da versão v4. Ele representa uma mudança clara de maturidade do mercado de green building: saímos de um modelo predominantemente focado em eficiência relativa e pontuação de créditos para uma lógica orientada a impacto real, gestão de riscos e desempenho ao longo do tempo.

Para quem desenvolve, opera ou investe em edifícios, a pergunta deixa de ser “quais créditos mudaram?” e passa a ser: como essa nova abordagem influencia decisões de projeto, operação e estratégia do ativo?

De checklist técnico para estrutura de decisão

No LEED v4, o caminho para a certificação era relativamente conhecido: atender aos pré-requisitos, otimizar créditos e buscar a pontuação desejada. O LEED v5 altera significativamente essa lógica ao reforçar o processo integrativo desde as fases iniciais do empreendimento.

Análises que antes eram opcionais ou pouco exploradas passam a ser pré-requisitos, como:

  • avaliação de resiliência climática;

  • impactos à saúde humana;

  • análise e gestão de carbono.

Na prática, isso antecipa decisões estratégicas para o início do projeto e reduz a margem para “ajustes de última hora”. Projetos que nascem sem uma estratégia clara de sustentabilidade tendem a enfrentar maiores custos, retrabalho e riscos ao longo do ciclo de desenvolvimento.

Carbono no centro da certificação

Outra mudança estrutural do LEED v5 é a centralidade do carbono, tanto operacional quanto incorporado. No LEED v4, o tema aparecia de forma indireta, diluído em créditos de energia e materiais. No v5, ele se torna explícito e estruturante, com:

  • exigência de projeções de carbono e planos de descarbonização;

  • maior rigor em eficiência energética, eletrificação e redução de cargas térmicas;

  • pré-requisitos de quantificação de carbono incorporado nos materiais.

Especialmente para projetos que buscam níveis mais altos de certificação, o recado é claro: não basta ser eficiente; é preciso estar alinhado a trajetórias reais de descarbonização.

Menos intenção, mais medição

O LEED v5 reforça de forma consistente a lógica de medir, monitorar e reportar desempenho. Essa abordagem se aplica tanto a novos projetos (BD+C) quanto a edifícios existentes (O+M), abrangendo energia, água, qualidade do ar e operação predial.

Com isso, ganham ainda mais importância:

  • sistemas de medição e submedição;

  • acesso contínuo a dados operacionais;

  • comissionamento mais robusto e de longo prazo;

  • monitoramento pós-ocupação.

Essa evolução aproxima a certificação da gestão real do ativo, reduzindo o risco de edifícios que performam bem no papel, mas falham na operação.

Saúde, experiência e resiliência ganham peso real

Outro avanço relevante do LEED v5 é a consolidação de temas relacionados à qualidade de vida, saúde e resiliência. Créditos antes fragmentados passam a ser organizados em torno da experiência do ocupante, com foco em:

  • monitoramento da qualidade do ar;

  • conforto térmico adaptável;

  • iluminação, acústica e vistas;

  • acessibilidade, inclusão e resiliência a eventos climáticos extremos.

Para o mercado imobiliário, essa abordagem reforça o vínculo entre sustentabilidade, valor de uso do edifício e retenção de usuários, especialmente em ativos corporativos e residenciais multifamily.

O que isso significa para quem está projetando e operando hoje?

O LEED v5 não invalida o conhecimento acumulado no v4, mas muda o jogo. Ele favorece projetos e ativos que:

  • integram sustentabilidade à estratégia desde o início;

  • utilizam dados para tomada de decisão, e não apenas para cumprimento de requisitos;

  • encaram a certificação como ferramenta de gestão de risco e desempenho, e não apenas como um selo reputacional.

Em contrapartida, abordagens superficiais ou tardias tendem a ser penalizadas, tanto em custo quanto em viabilidade técnica.

Onde a Sustentech se posiciona nessa transição

Na Sustentech, entendemos o LEED v5 como a formalização de uma tendência que o mercado já vinha sinalizando: edifícios sustentáveis precisam performar melhor, técnica e economicamente.

Nossa atuação em green building está focada em apoiar clientes nessa transição, conectando estratégia de certificação, desempenho real e tomada de decisão de negócio, tanto em novos empreendimentos quanto em ativos existentes.

O LEED v5 aponta para um futuro mais exigente — mas também mais consistente. Para quem se prepara desde agora, ele deixa de ser um desafio e se torna uma vantagem competitiva real.

Nos consulte para soluções integradas ESG

Somos especialistas em sustentabilidade, tanto na técnica quanto na visão de negócio.

Entre em contato
Nos consulte para soluções integradas ESG

Assine nossa newsletter

Ao enviar o formulário, eu declaro que estou de acordo com a Política de Privacidade.

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando você concorda com a nossa política de privacidade.