No artigo anterior sobre ESG em Ativos Imobiliários, discutimos como investidores e proprietários podem se beneficiar ao incorporar fatores ambientais, sociais e de governança em suas decisões.
Uma das iniciativas mais relevantes nesse cenário é o PRI (Principles for Responsible Investment), a maior rede global dedicada ao investimento responsável.
O que é o PRI?
O PRI apoia investidores e gestoras na incorporação dos fatores ESG em suas estratégias. Seus 6 princípios fundamentais são:
- Incorporar ESG nos processos de análise e decisão de investimentos.
- Ser um proprietário ativo e aplicar ESG nas práticas de gestão.
- Buscar divulgação apropriada de fatores ESG pelas empresas investidas.
- Promover a aceitação dos princípios na indústria de investimentos.
- Trabalhar em conjunto com o Secretariado PRI e outros signatários.
- Reportar atividades e progresso na implementação dos princípios.
Requisitos para signatários
Para aderir ao PRI, empresas precisam:
- Ter uma política de investimento responsável cobrindo mais de 50% do portfólio.
- Designar equipe interna ou externa para implementar a política.
- Garantir comprometimento da alta gestão e mecanismos de prestação de contas.
Timeline de implementação
Os signatários seguem um ciclo anual:
- Jan–Mar: reportam atividades de investimento responsável.
- Abr–Jun: análise dos dados pelo PRI e emissão de relatórios de assessment.
- Jul: publicação dos relatórios.
- Jul–Nov: desenvolvimento de novos módulos e melhorias no framework.
- Dez: publicação do framework atualizado para o ano seguinte.
Empresas brasileiras signatárias
No mercado de real estate, algumas gestoras já aderiram ao PRI, como:
- Kinea
- Brookfield
- RBR
- Bresco
- Tellus
- BTG
- Pátria Investments
A maioria se comprometeu com o investimento responsável a partir de 2020 e enfrenta o desafio de incorporar ESG em seus processos e cultura empresarial.
Por que acompanhar o PRI no real estate?
O investimento responsável é uma tendência irreversível. Acompanhar os resultados das empresas signatárias ajuda a entender como o mercado imobiliário está se adaptando às mudanças climáticas e às exigências de sustentabilidade.
No próximo artigo da série ESG em Ativos Imobiliários, vamos aprofundar conceitos e práticas para o setor frente aos desafios climáticos.