ESG

Neutralização de carbono para empresas: como reduzir os impactos ambientais

09 de junho

4 min. de leitura

Neutralização de carbono para empresas: como reduzir os impactos ambientais

A neutralização de carbono não é mais apenas uma pauta ambiental. Hoje, ela figura como uma estratégia essencial para empresas que desejam crescer de forma responsável e sustentável. 

 

Mais do que minimizar impactos ambientais, a gestão de carbono representa uma oportunidade de transformar processos, gerar valor para a marca e contribuir ativamente para um futuro mais equilibrado. Neste material, você vai entender como funciona a neutralização de carbono, quais são as etapas para implementar uma gestão eficiente de emissões e de que forma empresas podem estruturar estratégias reais para alcançar metas de descarbonização e sustentabilidade.

O que é a neutralização de carbono?

Se você já ouviu falar sobre efeito estufa, sabe que essa é uma preocupação constante e mundial. Diariamente, ao realizar atividades cotidianas, pessoas, empresas e governos colaboram para a emissão de dióxido de carbono (CO₂), seja diretamente, como ao utilizar combustíveis fósseis em automóveis, ou indiretamente, por exemplo, através de consumo excessivo, principalmente de produtos com um ciclo de vida curto, como descartáveis.

 

A neutralização de carbono é um conjunto de estratégias e atividades pensadas para mitigar os impactos ambientais. O objetivo principal é equilibrar as emissões residuais dos gases de efeito estufa (GEE) através de projetos sustentáveis que possam trazer resultados de curto a longo prazo. 

 

A descarbonização é pensada em dois caminhos: 

  • pela redução das emissões, onde otimizam-se processos e recursos buscando diminuir a liberação de CO₂ em todas as etapas; 
  • e compensar o que não pôde ser eliminado.

Em ambas as estratégias, as ações são planejadas e executadas para minimizar o impacto ambiental gerado. 

Como funciona a gestão de carbono na prática?

Metas de neutralidade de carbono, as chamadas Net Zero, são trabalhadas ao redor do mundo pelos governos e empresas. 

 

Elas são baseadas pelo Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol), um padrão global para medição e gerenciamento da emissão de GEE. Esse protocolo ajuda as organizações a mensurar as emissões de forma consistente, além de ser um mecanismo de identificação para estratégias de redução. 

 

O Brasil possui uma posição estratégica neste cenário, já que possui um enorme potencial de redução e captura de carbono. Ações como a agricultura regenerativa, restauração florestal e manejo sustentável do solo, são realizadas e acabam por colocar o país em vantagem para investimentos de impacto positivo. 

 

Em um contexto geral, a gestão de carbono é amparada por três etapas:

Etapa 1: Inventário de emissões

O ponto de partida para a gestão e neutralização de carbono está no inventário de GEE. É através dele que fontes emissoras são identificadas e quantificadas, além de revelar os pontos críticos da operação, como transporte e descarte de materiais. 

 

O inventário funciona como um diagnóstico, por isso é tão importante, já que, sem ele, qualquer neutralização é incerta. 

Etapa 2: Redução interna e revisão de processos

Na etapa seguinte é que o planejamento de redução inicia, baseado pelos resultados do inventário. Essa segunda fase tem o objetivo de estabelecer metas que sejam compatíveis com a realidade da empresa. 

 

Basicamente, o diagnóstico é aplicado internamente para tornar a gestão mais eficiente e, de fato, mitigar os impactos. Assim, é priorizado:

  • a troca de combustíveis fósseis para outras fontes mais sustentáveis para alcançar a eficiência energética; 
  • uso de matérias-primas de menor intensidade de carbono; 
  • design circular e engajamento dos fornecedores. 

Etapa 3: Compensação por créditos e projetos certificados

Depois de executar ações para mitigação e redução da emissão de carbono onde é possível, é hora de voltar a atenção para as emissões inevitáveis. A etapa 3 foca na compensação das emissões, onde as empresas podem trocar créditos ao investirem em ações de redução. 

 

Os créditos estão atrelados a projetos que priorizem a redução ou remoção de GEE da atmosfera. Os resultados positivos podem ser convertidos em títulos negociados entre governos, outras empresas e até mesmo pessoas físicas com metas de redução. 

Cada crédito equivale a uma tonelada de dióxido de carbono e deve ser apresentado de forma pública em registros oficiais. 

 

As estratégias, normalmente, incluem o investimento em energias renováveis, apoiar fornecedores para adotarem práticas sustentáveis, entre outras propostas. 

Por onde começar a neutralização de carbono na sua empresa?

De todos os passos que você viu até aqui, o mais importante é entender que o suporte de uma consultoria especializada torna a neutralização muito mais inteligente e econômica. 

 

Antes de simplesmente comprar créditos para compensar o impacto, a consultoria ajuda a sua empresa a mitigar e reduzir as emissões na fonte. Essa estratégia prévia reduz drasticamente o volume de créditos que você precisará comprar depois, otimizando o seu investimento. Desenhamos estratégias de curto a longo prazo para você alcançar suas metas gastando menos.

 

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